Ao longo das três últimas décadas, os Mão Morta têm tido sempre uma palavra a dizer no rumo do rock em Portugal. Com uma discografia que soma mais de doze discos de originais (aos quais se juntam registos ao vivo ou compilações), a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e tornou-se um dos vértices máximos do rock nacional. Vencedores de múltiplas distinções de disco do ano, os Mão Morta representam o raro caso de sintonia entre os aplausos da crítica e uma inequívoca deferência do público.

2017 ficou marcado pelos amadurecidos, mas nunca domesticados Mão Morta. Este ano lançaram o disco «Mão Morta + Remix Ensemble ao Vivo no Theatro Circo – Nós Somos Aqueles Contra Quem os Nossos Pais nos Avisaram»; apresentaram concertos de norte a sul do país, nomeadamente no Festival F e na Festa do Avante; celebraram o 25º aniversário do disco Mutantes s.21 com uma digressão que os fez arrepiar caminho por festivais como Paredes de Coura, Rock Nordeste e Bons Sons, e sempre acompanhados das projecções live do artista digital João Martinho Moura sobre as ilustrações de 15 artistas, uma para cada música do disco, e outras 7 que se abeiravam da temática do disco, as cidades; e, a par de tudo isto, preparam o novo disco de originias.

.Assim, 2018 trará um ano igualmente activo, com novo disco e uma nova tour, nos quais a voz de Adolfo Luxúria Canibal trará novas crónicas de desespero e resistência do país e do mundo que o(s) inspira.