Ao longo das três últimas décadas, os Mão Morta têm tido sempre uma palavra a dizer no rumo do rock em Portugal. Com uma discografia que soma mais de doze discos de originais (aos quais se juntam registos ao vivo ou compilações), a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e tornou-se um dos vértices máximos do rock nacional. Vencedores de múltiplas distinções de disco do ano, os Mão Morta representam o raro caso de sintonia entre os aplausos da crítica e uma inequívoca deferência do público.

Em 2019 apresentaram”No Fim Era o Frio”, um conto apacalíptico, uma história do fim  dos tempos. Nas palavras do timoneiro dos Mão Morta, Adolfo Lúxuria Canibal, este novo trabalho apresenta-se como “uma narrativa distópica onde conceitos como o aquecimento global ou a subida das águas do mar servem de ponto de partida e cenário para questionar e decompor diferentes paradigmas do quotidiano